Na manhã desta sexta-feira (23), a partir das 09h00, o crime da Samarco, que resultou no rompimento da barragem de resíduos da Mineradora, próximo à cidade de Mariana (MG), será debatido durante a Mesa “Os grandes empreendimentos e a questão ambiental: impactos no campo e na cidade”, pelo fotógrafo paranaense Joka Madruga.

Em 2015, Madruga, esteve em Mariana para realizar a reportagem fotográfica #NÃOFOIACIDENTE, sobre o maior crime ambiental do Brasil, que foi o rompimento da barragem de resíduos de minérios da Samarco/Vale/BHP Billiton. Em novembro de 2016 ele retornou na companhia do videomaker Thomas Bauer, para observar como estavam as pessoas após um ano do acontecido. Parte deste material ainda é inédito e será devolvido para as comunidades em forma de exposição permanente. Neste retorno, cada comunidade fotografada receberá uma cópia da exposição para que nunca se esqueça do que aconteceu.

A exposição fotográfica “Não foi acidente, é a lama que mata”, com parte do material produzido pelo fotógrafo, está aberta á visitação do público, na Tenda Multiétnica, localizada na Praça do Chafariz, na Cidade de Goiás (GO).

A mesa durante o Fórum Ambiental contará, ainda, com a presença de Moema Miranda, do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), e de Fernando Cabaleiro, da organização Naturaleza de Derechos, da Argentina. A Tenda Multiétnica e o Fórum Ambiental seguem com sua programação até o dia 25, assim como o Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (FICA).

Mais informações: Joka Madruga desenvolve um projeto fotográfico na Amazônia Brasileira sobre os atingidos por barragens das hidrelétricas. Desde 2013 tem ido àquela região documentar como vivem e o que sofrem as pessoas diretamente impactadas pelos megaempreendimentos. Já esteve em Altamira (PA) onde está localizada Belo Monte; no rio Tapajós, onde foi suspenso o complexo de mesmo nome e em Porto Velho (RO), onde fotografou as usinas de Santo Antônio e Jirau. Nos dois projetos que serão apresentados no FICA, Joka Madruga contou com o apoio e solidariedade da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).