A linha ferroviária de trem da mineradora Vale amanheceu paralisada nesta sexta-feira (2), por atingidos pela barragem de Fundão na cidade de Periquito (MG), no Vale do Aço.

Cerca de 50 atingidos organizados no Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) reivindicam diversos questionamentos da conduta da Fundação Renova em tratamento com as populações atingidas pelo maior crime ambiental do Mundo provocado pela mineradora Samarco, Vale e BHP Billinton.  

Na cidade, os atingidos ficaram sem água encanada e ficaram cerca de 3 meses recebendo água mineral. “Reivindicamos, da Samarco, receber indenização pelo tempo que passamos pela humilhação de ficar em filas durante horas para receber água para sobrevivência”, afirma atingida de Periquito.

O cadastro dos atingidos feito pela Fundação Renova é um problema em todas as cidades atingidas na Bacia do Rio Doce. Centenas de atingidos não receberam o cartão auxílio financeiro e na comunidade existem pessoas que até hoje não tiveram se quer o cadastro feito. A empresa chegou a abrir um escritório na região para atender os atingidos, mas segundo relatos dos atingidos, não tem horário de funcionamento e não resolvem os problemas.

Outro ponto levantado no manifesto desta sexta-feira é sobre a qualidade da água de poços artesianos no município. Pouco antes do rompimento da barragem, a água distribuída para a cidade era captada no Rio Doce e tratada pela Copasa. Após o desastre, a Samarco perfurou poços artesianos, mas segundo relatos a água possui alto nível de ferro.

*Com informações do Portal Diário do Aço

 

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