Pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) identificaram um aumento na quantidade de metais pesados na foz do rio Doce, em coletas de sedimentos realizadas entre novembro e dezembro de 2016.

De acordo com o geólogo e coordenador da pesquisa, Alex Bastos, os índices de metais, principalmente ferro e alumínio, ficaram próximos aos índices encontrados no mesmo período em 2015, logo após o rompimento da barragem de rejeitos de Fundão, de propriedade da Samarco (Vale/BHP Billiton).

Os índices de metais pesados haviam diminuído ao longo de 2016, mas com as fortes chuvas que ocorreram no final do ano passado voltaram a subir. A hipótese é que as chuvas retiraram os metais que haviam se depositado nas margens e no fundo do rio.

Os moradores, desde o rompimento da barragem em novembro de 2015, reclamam da turbidez da água e de efeitos colaterais na saúde, como diarreias e doenças dermatológicas. Especialmente na foz do rio Doce, houve praticamente a extinção do turismo local e a pesca continua proibida até hoje.