Respeito aos atingidos: essa é a exigência dos moradores de Naque, região do Vale do Aço. Neste sábado (21), cerca de 40 moradores organizados no Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) se reuniram na praça central da cidade para denunciar o descaso da Fundação Renova, que foi criada para reparar os danos ambientais e sociais na Bacia do rio Doce. A fundação é comandada pelas empresas Samarco, Vale e BHP Billiton, responsáveis pelo rompimento da barragem de Fundão no dia 05 de novembro de 2015.

Com cartazes de “1 ano de impunidade”, “ A Justiça é cega, mas a injustiça podemos ver. Queremos nossos direitos”, “Chega de enganação”, os atingidos pautaram a Samarco o reconhecimento de todos os pescadores e produtores da cidade, medidas concretas e agilidade nas resoluções das demandas apresentadas e assessoria técnica para cidade. “Estamos cansados de tanta enrolação. Queremos que os problemas causados pela Samarco sejam resolvidos. O 0800 que nos orientam ligar, também não adianta” disse Mislene de Souza, atingida de Naque.

A cidade é umas dos 41 municípios atingidos pela lama da Samarco e que está sofrendo com água contaminada, perda dos postos de trabalho, como os produtores da ilha, e a falta de lazer da comunidade ribeirinha.

Após quase quinze meses do maior crime ambiental e social do Brasil, a empresa ainda não reconheceu os atingidos de toda a bacia do rio Doce. O sentimento das populações atingidas é total descaso e falta de respeito das mineradoras, que agora se escondem atrás da Fundação Renova. “Queremos nossos direitos e respeito da Samarco junto com a Fundação”, ressaltou Mislene.

A Fundação Renova não esteve no local e não respondeu às reivindicações.

 

WhatsApp Image 2017-01-21 at 11.38.52.jpeg