Atingidos pela lama da Barragem Fundão, que pertence a Samarco (Vale/BHP) bloquearam a linha ferréa da Vale no distrito de Mascarenhas, em Baixo Gunadú (ES), durante 16 horas. A ocupação aconteceu por volta das 19h, deste domingo (15), quando os trilhos foram tomados por moradores que atearam fogo e fixaram cartazes exigindo respostas da empresa.

A mineradora nega aprovar o cartão com a verba de manutenção para 127 famílias por não encaixarem nos critérios exigidos pela Samarco. No entanto, a empresa não apresentou os critérios para definir quem tem direito ou não ao cartão. A comunidade de Mascarenhas é formada por pescadores e todos garantiam o sustento da família por meio da pesca.

Um pescador da comunidade relatou que recebeu um cartão sem saldo, quando foi recolhido pela empresa com a promessa de solucionar o problema e acabou recebendo a resposta que o beneficio foi reprovado.

Já é a quinta vez que os atingidos ocupam a linha para cobrar seus direitos. Durante a semana passada, na cidade de Aimorés (MG), e os distritos Itapina, em Colatina (ES) e o distrito de Mascarenhas, em Baixo Guandú (ES), também manifestaram contra o descaso da Samarco quanto aos atingidos.

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“Passados mais de seis meses do crime, centenas de famílias ao longo da Bacia do Rio Doce ainda sofrem as conseqüências do rompimento da barragem e a negligência das empresas responsáveis, Samarco (Vale e BHP Billiton). As principais pautas dos atingidos são: acesso à água, participação das negociações e reparação integral de todos os danos. Não vamos parar enquanto tudo não estiver resolvido”, afirma Geovani Souza, membro da coordenação do MAB no Espírito Santo.