Desde o rompimento da barragem de rejeitos de minério do Fundão, ocorrido no dia 5 de novembro, o município de Mariana (MG) ganhou uma repercussão internacional. A “tragédia anunciada” - causada pela negligência da mineradora Samarco (Vale/BHP Billiton) - já é considerada o maior crime ambiental da história do Brasil e, além disso, foi responsável pela morte e desaparecimento de dezenas de pessoas.

Passados mais de um mês do desastre, porém, a grande mídia já demonstra sinais que se utilizará de uma prática recorrente: o esquecimento. A espetacularização do sofrimento e da dor de milhares de pessoas que vivem às margens do Rio Doce está desaparecendo na mesma velocidade com que surgiu nos telejornais. E, como sempre, a empesa tentará de todas as forma negar direitos, individualizar o problema e fragilizar ainda mais as vítimas do desastre para gastar o mínimo possível.

Desse modo, torna-se ainda mais necessário construir um movimento forte dos próprios atingidos, que sabemos que durará por muitos anos, para reivindicar a reparação de seus direitos violados, que vão desde a perda das casas e empregos, até os laços da vizinhança que foram quebrados.

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O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), organização nacional com trabalhos em 18 estados brasileiros, já atua na Bacia do Rio Doce há mais de uma década. Entretanto, diante desse desastre, uma brigada com atingidos de outros estados do país e de outras regiões de Minas Gerais foram deslocados para contribuírem no processo organizativo das populações afetadas que se estenderá por muitos anos.

Essa intensificação do trabalho também exige recursos extras para dar conta da demanda que o movimento, por depender basicamente da colaboração de parceiros e de doações voluntárias dos próprios atingidos, não havia previsto.

Por isso, pedimos a colaboração de todos e todas que compreendem que o que garante os direitos é o povo organizado!

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Todas as doações serão revertidas para um fundo destinado à sustentação do trabalho de base, organização, mobilização dos atingidos da barragem da Samarco (Vale/BHP Billiton), em defesa dos direitos e da natureza.

Contribua:

Associação Estadual de Defesa Ambiental e Social

Ag.: 1228-9

Cc.: 61472-6

Banco do Brasil